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Conteúdo e autoridade

O que é link building

Por Alexandre Silva, consultor SEO
Atualizado em · 7 min de leitura

Cabos de rede azuis conectados a um switch, representando os links entre sites
Imagem: Brett Sayles (Pexels)

Resposta rápida

Link building é o trabalho de conquistar links de outros sites para o seu, chamados backlinks. Para o Google, um link vindo de um site relevante funciona como uma recomendação, e um conjunto de boas recomendações aumenta a autoridade do site e a chance de ele aparecer nas primeiras posições.

Resumo

  • Backlink é um link de outro site para o seu, e o Google o trata como uma recomendação.
  • Um link vale mais pela relevância e pela confiança do site que linka do que pela quantidade.
  • O Google proíbe comprar, vender ou trocar links em excesso para manipular as posições.
  • O link building funciona melhor quando o site já tem a base técnica e o conteúdo prontos.

O link building é a parte do SEO que trabalha a reputação de um site fora dele: conquistar links de outros sites que recomendam o seu. Quanto mais relevantes e confiáveis forem esses sites, mais o Google entende que o seu conteúdo merece aparecer bem. Quando a empresa quer esse trabalho feito de forma segura, o link building faz parte da minha consultoria de SEO. Neste guia, explico o que é link building, o que faz um link valer mais, as técnicas que funcionam e o que o Google proíbe.

Backlink é um link de outro site que aponta para o seu, e o Google o trata como uma recomendação. Se um portal do setor cita a sua empresa com um link, ele está dizendo ao Google e aos leitores que o seu conteúdo vale a visita.

Os backlinks fazem parte do SEO off-page, uma das frentes do SEO, ao lado do conteúdo e da estrutura técnica. Eles ajudam de três formas:

  • Autoridade: links de sites confiáveis aumentam a confiança do Google no seu domínio.
  • Descoberta: o robô do Google segue links para encontrar páginas novas.
  • Visitas: um link num site visitado traz pessoas interessadas no assunto.

Um backlink vale mais quando vem de um site relevante e confiável, dentro de um texto sobre o tema. A quantidade importa menos do que esses cinco critérios:

Diagrama dos cinco critérios de um bom backlink: relevância, confiança, contexto, âncora e variedade
Os cinco critérios que fazem um backlink valer mais. Diagrama: Alexandre Silva.
Critério Vale mais quando… Vale menos quando…
Relevância O site é do mesmo assunto ou da mesma região O site não tem nada a ver com o seu negócio
Confiança O site é real, tem visitas e conteúdo próprio O site existe só para vender links
Contexto O link está dentro de um texto sobre o tema O link está num rodapé ou numa lista solta
Âncora O texto do link descreve a página de forma natural A âncora repete a palavra-chave de forma forçada
Variedade Os links vêm de vários sites diferentes Todos os links vêm do mesmo site

As técnicas de link building que funcionam são as que dão a outro site um motivo real para linkar o seu: um conteúdo útil, uma parceria ou uma informação que ele não tem.

O conteúdo que atrai links é o que outros sites querem citar: guias completos, dados próprios, estudos de caso e respostas que ninguém deu tão bem. É por isso que o link building anda junto com o marketing de conteúdo.

Artigos como convidado e entrevistas

Escrever um artigo para um blog ou portal do setor, ou dar uma entrevista, coloca a marca diante de um público novo e costuma render um link para o site. O que vale é o conteúdo ser útil para o leitor de lá, e não só um pretexto para o link.

Parcerias e menções

Fornecedores, clientes, associações e eventos já se relacionam com a empresa e podem citá-la nos sites deles. Muitas vezes, a marca já é mencionada sem link, e basta pedir para incluir o endereço.

A técnica de links quebrados consiste em encontrar, em sites do setor, links que apontam para páginas que não existem mais, e oferecer o seu conteúdo como substituto. O dono do site resolve um erro e você ganha um link relevante.

Diretórios e citações confiáveis

Diretórios do setor e guias da cidade, com nome, endereço e telefone iguais aos do site, reforçam a presença da empresa, principalmente para negócios locais. Vale só para diretórios reais e consultados, não para listas criadas para gerar links.

Para negócios locais, os links que mais pesam são os da própria região: associações comerciais, imprensa local, parceiros e eventos da cidade.

Imagine uma autoescola em Ribeirão Preto. Um link do site da associação comercial da cidade, uma matéria num portal de notícias local e a citação num guia de serviços da região mostram ao Google que a empresa é real e atua ali. Esses links reforçam o trabalho de SEO local e ajudam a autoescola a aparecer no Google Maps e nas buscas da cidade.

O Google proíbe criar links com o objetivo principal de manipular as posições nas buscas, o que a política de spam do Google chama de spam por links.

Diagrama comparando práticas de link building permitidas e proibidas pelo Google
O que o Google aceita e o que considera spam por links. Diagrama: Alexandre Silva, com base nas políticas do Google Search Central.

Entre os exemplos de spam por links que o Google cita estão:

  • Comprar ou vender links para melhorar a posição, inclusive trocando produtos ou serviços por links.
  • Fazer trocas excessivas de links (“eu linko você, você me linka”) só para ganhar links cruzados.
  • Usar programas ou serviços automáticos que criam links em massa.
  • Publicar publieditoriais pagos com links que passam autoridade, sem a marcação de link pago.
  • Cadastrar o site em diretórios de baixa qualidade ou espalhar links em comentários e assinaturas de fórum.

Sites que usam essas práticas podem perder posições ou ser penalizados. Por isso, eu não trabalho com compra de links: todo link é conquistado por mérito.

Um link pago só é permitido pelo Google quando está marcado como pago, com os atributos rel="sponsored" ou rel="nofollow", conforme a orientação do Google para qualificar links.

  • sponsored: para links de publicidade ou posições pagas.
  • ugc: para links em conteúdo criado por usuários, como comentários e fóruns.
  • nofollow: para os demais casos em que o site não quer recomendar o destino.

Na prática, um link marcado assim pode trazer visitas e divulgar a marca, mas não passa autoridade para ranquear. Quem vende “links que sobem no Google” está oferecendo justamente o que a política proíbe.

O link building rende mais quando o site já tem a base técnica e o conteúdo prontos, porque um link que leva a uma página fraca ou que o Google não consegue ler perde boa parte do efeito.

No Método ÍCONE, os links entram na etapa Notoriedade, depois de investigar, corrigir e otimizar o site. A ordem completa está no guia de otimização de sites.

Os links e as menções da marca em sites confiáveis também ajudam a empresa a ser reconhecida pelas IAs, como o ChatGPT, o Gemini e o Resumo de IA do Google.

Essas ferramentas aprendem quem é uma empresa a partir do que fontes confiáveis dizem sobre ela. Quando portais, associações e parceiros citam a marca no contexto certo, fica mais fácil a IA entender o que a empresa faz e recomendá-la. Por isso, um bom trabalho de link building planeja não só os links, mas onde e como a marca é citada.

O resultado do link building é medido pelos sites que passam a linkar o seu e pela evolução das posições das páginas que recebem os links.

  • Google Search Console: o relatório de links do Search Console mostra os sites que mais têm link para o seu, as páginas mais linkadas e os textos usados nos links.
  • Semrush: mostra os domínios de referência, os links novos e perdidos e a comparação com os concorrentes.
  • Posições e visitas: acompanhar se as páginas que receberam links sobem nas buscas e trazem mais visitas e contatos.

O número que mais importa é o de domínios de referência: quantos sites diferentes têm link para o seu. Dez links de um mesmo site valem menos do que um link de cada um de dez sites relevantes.

Prefere ouvir? Escute o episódio “O que é Link Building?” no meu podcast, no Spotify.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre link building e backlink?

Backlink é o link em si: um link de outro site que aponta para o seu. Link building é o trabalho de conquistar esses backlinks de forma planejada, com conteúdo útil, parcerias, entrevistas e presença em diretórios confiáveis. Um é o resultado, e o outro é o processo que leva até ele.

Comprar backlinks funciona ou pode prejudicar o meu site?

Pode prejudicar. O Google considera spam comprar ou vender links para melhorar a posição nas buscas, e o site pode perder posições ou ser penalizado. Um link pago só é aceito quando está marcado como sponsored ou nofollow, e nesse caso ele não ajuda a ranquear. O caminho seguro é conquistar links por mérito.

Quantos backlinks o meu site precisa para aparecer na primeira página do Google?

Não existe um número. Um link de um site relevante e confiável vale mais do que dezenas de links fracos, e a quantidade necessária depende da concorrência de cada busca. Em buscas locais e específicas, um site com boa base técnica e bom conteúdo pode aparecer bem com poucos links ou nenhum.

Links nas redes sociais e no Perfil da Empresa no Google contam como backlink?

Os links de redes sociais geralmente não passam autoridade, porque costumam ter o atributo nofollow. Mesmo assim, eles ajudam: levam visitas, mostram que a marca é ativa e podem gerar menções. O Perfil da Empresa no Google é essencial para o SEO local, mesmo sem funcionar como um backlink tradicional.

Como eu vejo quais sites têm link para o meu site?

No Google Search Console, o relatório de Links mostra os sites que mais têm link para o seu, as páginas mais linkadas e os textos usados nos links. Ferramentas pagas como o Semrush mostram mais detalhes, como links novos e perdidos e a comparação com os concorrentes.

Fontes

  1. Google: Políticas de spam para a Pesquisa Google (spam por links)
  2. Google: Qualificar links externos para o Google (sponsored, ugc e nofollow)
  3. Ajuda do Search Console: Relatório de links
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